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Enem pode substituir Prova Brasil
Notícias - Educação
Qui, 23 de Agosto de 2012 09:37

Um grupo de trabalho foi criado para debater essa e outras propostas de valorização do ensino médio

O Ministério da Educação estuda a substituição da Prova Brasil pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para o cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Depois de reunião do ministro Aloizio Mercadante com secretários estaduais de educação, na terça-feira (21), foi criado um grupo de trabalho para debater essa e outras propostas de valorização do ensino médio.

O argumento para a mudança é que apenas 70 mil estudantes fazem a Prova Brasil, enquanto o Enem de 2011 recebeu 5,3 milhões de inscrições. A iniciativa é uma resposta aos resultados do Ideb para o ensino médio, divulgados na semana passada.

Entre 2009 e 2011, o índice do ensino médio subiu apenas 0,1 ponto, passando de 3,6 para 3,7, meta nacional esperada. Nove estados, no entanto, tiveram piora em relação à edição anterior: Acre, Pará, Maranhão, Paraíba, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul.

Se forem consideradas as notas do Enem obtidas por alunos da rede pública, há uma evolução. Em português, a média dos alunos da rede pública cresceu de 477,9 pontos para 503,7 pontos entre 2009 e 2011. Em matemática a evolução foi de 477,1 pontos para 492,9 pontos no mesmo período de comparação.

Para o ministro, os resultados do Enem são mais fidedignos, porque a amostra de participantes é maior e os alunos fazem a prova com mais comprometimento, já que podem usar os resultados do Enem para ingressar em um curso superior e em programas como o Ciência Sem Fronteiras.

O grupo de trabalho contará com representantes do MEC, cinco representantes do Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed), um de cada região, e observadores da Academia Brasileira de Ciência e da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

Outro tema que o grupo deverá discutir é o redesenho curricular do ensino médio. O atual currículo do ensino médio é criticado por o conhecimento ser apresentado de forma fragmentada. A reestruturação deve agrupar as 13 disciplinas atuais em quatro blocos: matemática; linguagens e códigos; ciências da natureza, e ciências humanas.  e suas tecnologias.

Mercadante ressaltou que a reforma não significa que o fim da divisão entre as matérias. “Isso não quer dizer menos disciplinas ou menos professores, mas que elas estão integradas em um processo de aprendizagem único”, disse.

Outra proposta é a ampliação do Programa Ensino Médio Inovador, que atualmente atende a 2 mil escolas, em que há uma hora a mais de aula por dia. Esses colégios são apoiados pelo MEC, desde que queiram desenvolver novos formatos de organização de ensino médio.

Também foi discutida a realização, em 2013, da Prova Nacional de Ingresso na Carreira Docente. A iniciativa pretende selecionar professores para auxiliar municípios que têm dificuldades em realizar seus próprios concursos. O exame deve acontecer no segundo semestre do próximo ano.

O MEC discutiu com os secretários outras ações como a ampliação do ensino integral diurno, o aumento do número de professores com dedicação exclusiva a uma única escola e a criação de programa de intercâmbio entre diretores de escolas. O grupo de trabalho deve apresentar o resultado das discussões na próxima reunião do Consed, em 18 de outubro, em Santa Catarina. 

Fonte:Agência Brasil, Ministério da Educação

 

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