| Ópera "Lulu" leva sexo e morte ao palco do Teatro Amazonas |
| Notícias - Amazonas |
| Sáb, 28 de Abril de 2012 11:55 |
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Manaus, sexta-feira passada: Malheiro regeu a Amazonas Filarmônica na primeira apresentação integral no país de "Lulu", obra-prima que Berg deixou inacabada (Friedrich Cerha completou o terceiro ato em 1979). Desta vez não foi possível contar com elenco totalmente brasileiro: as alemãs Anke Berndt e Ulrika Tenstam arrasaram como Lulu e Condessa, mas os brasileiros Juremir Vieira e Pepes do Valle também estiveram ótimos como Alwa e Schigolch. No palco do Teatro Amazonas, sexo – ressaltado pela direção de Gustavo Tambascio – e morte sobre o som dodecafônico de Berg. Visualmente o primeiro ato foi o mais original, uma clareza estática e limpa entremeada pelo rastejar grotesco de animais pantanosos. Berg segura o drama com a forma musical: no primeiro dueto-sonata entre Lulu e Dr. Schon (interpretado por Matteo de Monti), a tensão aumenta com a instabilidade, e logo depois é possível ouvir a flauta retomar a frase aguda de Lulu. A obra é um espelho perfeito, com a música do filme mudo virando tudo pelo avesso. E quando, ao final, Lulu se prostitui em Londres, seus três clientes são interpretados pelos mesmos cantores que haviam sido os maridos. Foi o filósofo alemão Theodor Adorno (1903-1969) quem disse que uma mescla de ternura, niilismo e confiança define a arte de Berg: "cumplicidade com a morte, urbana gentileza para com o seu próprio extinguir-se são características de sua obra". Os trinta anos que separam as montagens das duas óperas de Berg podem parecer uma eternidade. Manaus tem, contudo, outro tempo: na saída do teatro, o som do bar da praça tocava "Clair", sucesso de 1972 na voz do cantor pop Gilbert O'Sullivan. "Lulu" de Alban Berg Programação do Festival Amazonas de Ópera, no Teatro Amazonas "I Puritani" de Vincenzo Bellini "Tosca", de Giacomo Puccini "A Flauta Mágica", de W. A. Mozart |
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Em São Paulo, em 1982, tendo o barítono brasileiro Carmo Barbosa como protagonista, o Theatro Municipal apresentava "Wozzeck", ópera atonal do austríaco Alban Berg (1885-1935); em um papel coadjuvante estava o tenor Luiz Fernando Malheiro.
