| Comitê de sustentabilidade da camara-e.net apoia Povo Paiter-Suruí |
| Notícias - Meio Ambiente |
| Qua, 13 de Junho de 2012 09:02 |
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O processo de mapeamento da floresta conta com a parceria do Google e a sua ferramenta Google Earth, associado da camara-e.net, que apoia a iniciativa dos paiter-suruí. A aldeia hoje é equipada com toda a tecnologia necessária e internet via satélite para que os índios possam abastecer o Google Earth com informações recentes sobre a situação da floresta. “As ferramentas Google são importantes para a nossa luta”, explica Almir Suruí. Para ele, o importante é o homem por trás da tecnologia. A tecnologia é boa, mas o homem muitas vezes não é. “A iniciativa inédita de Almir chama atenção da comunidade ambiental no mundo todo. Ele se aproximou de nós pela sua visão da importância dos instrumentos da economia digital na manutenção e na sobrevivência de sua cultura e de sua floresta”, ressalta Ludovino Lopes, presidente da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico - camara-e.net, que visitou a reserva e ficou fascinado ao verificar toda a tecnologia empregada na preservação da floresta pelo paiter-suruí. “O povo Paiter-Surui está presente no mundo digital, nas redes sociais e nos instrumentos mais modernos desse novo universo, divulgando a sua cultura e fomentando a sua jornada a favor da sustentabilidade no planeta", completa. “Outro aspecto que chamou muito a atenção de todos os membros do comitê de sustentabilidade foi a visão de futuro do líder desta tribo e seu planejamento estratégico para os próximos 50 anos”, ressalta João Paulo Foini, coordenador do Comitê de Sustentabilidade. Almir explica que a os paiter precisam buscar o valor da floresta em pé para sustentar o consumo industrializado da aldeia e conviver com os dois mundos, mantendo a sua cultura e fortalecendo os passos rumo ao futuro. “Hoje, o computador é fundamental para os paiter-suruí. Guardamos nosso arco e flecha, e o trocamos por um laptop, porque criar a consciência é mais forte que prejudicar uma vida”, finaliza Almir. |
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Almir Narayamoga Suruí, chefe dos índios paiter-suruí, conseguiu um feito inédito no Brasil ao certificar pela primeira vez uma terra indigena, a floresta do seu povo, a terra "Sete de Setembro" no standard VCS - Voluntary Carbon Sandard para gerar créditos de carbono de projeto de Conservação ambiental - REDD - Redução de emissoes de desmatamento e degradação, transacionaveis nos mercados internacionais. Em função disso, os paiter-suruí devem dispor de seis milhões de toneladas de carbono TCO2 até 2038, pela preservação da floresta. Mais de 140 mil árvores nativas da reserva Sete de Setembro, em Rondônia, foram também replantadas até o momento num esforço de reposição da cobertura florestal. Almir falou ao comitê de sustentabilidade da camara-e.net nesta semana e contou detalhes preciosos de sua experiência e de como a tecnologia ajudou a causa de seu povo em favor da sustentabilidade. A reunião serviu para selar o apoio formal da entidade.
