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País desenvolve sistema eletrônico que será usado para rastreamento do gado
Notícias - Geral
Seg, 23 de Abril de 2012 10:58

Segundo o Ministério da Agricultura, plataforma será integrada a outros métodos atuais de controle de cabeças de gado e de vigilância sanitária; objetivo  é dar 'credibilidade' aos produtos do setor

O governo brasileiro e a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) apresentaram nesta quarta-feira(18)

Chamado de Plataforma de Gestão Agropecuária (PGA), o sistema vai ser implantado em todo o Brasil no prazo de 60 dias e será integrado a outros métodos atuais de controle de cabeças de gado e de vigilância sanitária, informou o Ministério da Agricultura.) um sistema eletrônico de rastreamento de gado para dar "credibilidade" aos produtos do setor.

O ministro da pasta, Mendes Ribeiro Filho, afirmou que a partir de 1º de julho todos os registros de passagem de cabeças de gado do país serão eletrônicos.

De forma paralela, o Ministério manterá um banco de dados unificado, que servirá para centralizar as informações com o objetivo de ganhar agilidade na tomada de decisões quando for necessário interromper o trânsito de bovinos por problemas sanitários surgidos em alguma região.

A senadora Katia Abreu, presidente da CNA, afirmou que o PGA é o "maior sistema de rastreamento" agropecuário do mundo e garantiu que este poderá se estender aos produtos lácteos e agrícolas.

A plataforma eletrônica, que exigiu três anos de desenvolvimento, será apresentada aos principais importadores do Brasil como uma garantia de transparência no transporte de carne.

Brasil é o maior exportador de carne bovina do mundo e, no ano passado, exportou 1,4 milhão de toneladas, conforme os dados oficiais.

O país enfrentou problemas nos últimos anos para exportar à União Europeia e à Rússia, os dois principais mercados, por queixas pelas deficiências nos controles veterinários e de origem registradas em algumas zonas produtoras.

Em junho, a Rússia vetou a importação de carne de 89 empresas dos estados do Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Paraná, três das principais regiões produtoras do país, por supostos problemas nos controles sanitários.

 

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